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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Assédio moral: um míssil invisível

“O que os olhos não vêem o coração não sente”. Famoso ditado popular, muito conhecido e usado, mas nem sempre verdadeiro.


Ao falarmos de assédio moral, uma conduta cruel e desleal, por muitas vezes praticado de forma subjetiva e funciona como uma arma, pelo potencial de causar danos a suas vítimas. Em muitos casos atuando de forma velada, mas devastadora.
Um tipo de violência muito difícil de ser denunciada e provada por quem sofre. Muitas vezes o autor conta com a cumplicidade dos colegas de trabalho, por
medo ou por corporativismo ficam todos cegos e mudos. Para milhões de pessoas, em todo mundo, a figura do assédio é um fantasma que ronda trabalhadores e trabalhadoras
em seu cotidiano. Da pressão psicológica ao ato propriamente dito, são inúmeras as formas e tipos desta prática sórdida.

Em muitos casos devido à característica do assedio de ser uma ação praticada em longo prazo a vitima termina preferindo sair do emprego, a enfrentar a ingrata batalha judicial por uma reparação. As vítimas devem tentar resistir, dar visibilidade aos acontecimentos, evitar conversas com o agressor sem testemunhas.
Sempre que for solicitada sua presença junto ao agressor procurar a companhia de um colega de trabalho ou representante sindical. Exigir que as determinações
da chefia sejam por via de documento formal (escrito), procurar o SINASEMPU e relatar o acontecido. Ainda se possível procurar falar com diretores, médicos ou
advogados do sindicato, além de acionar o Ministério Público, a Justiça do trabalho e a Comissão dos Direitos Humanos.

A Chapa 2, Renovar é Preciso, se compromete a transformar a luta contra o assédio em uma das principais bandeiras de sua gestão. Será criado um telefone
(0800, ligação gratuita) para denuncias e providencias em casos de assédio no MPU, o Disque Assédio. Lutar para inverter o ônus da prova em processos de assédio.
Batalhar pela criminalização desta prática, além de brigar para que o assédio seja tratado como uma questão de saúde pública.



FIQUE POR DENTRO do ASSÉDIO ORGANIZACIONAL


Assédio organizacional é diferente do assédio moral, de acordo com especialistas no assunto ele é mais sutil. Não tem em vista a exclusão
do trabalho, mas sim o aumento da produtividade. Nestes casos a chefia direta ameaça constantemente os funcionários, chegando a desconsiderar
os processos produtivos do trabalho e a provocar constrangimentos, tudo para conseguir mais produção e mais lucros.
As formas abusivas de gestão são exemplos de assédio organizacional expressos:

- por injúria – na qual se faz uso de humilhações e constrangimentos, permeados de autoritarismo e falta de respeito, como meio de conseguir
obediência e submissão;
- por estresse – uso de pressões exageradas com o objetivo de melhorar o desempenho e a eficiência ou a rapidez no trabalho.
- por medo – estruturada em mecanismo no qual há ameaça, implícita ou explícita, como estímulo principal para gerar adesão do trabalhador aos
objetivos organizacionais.


Fonte: Sindicato dos Bancários do ABC

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